Não adianta ter o melhor SOFTWARE se o HARDWARE está ultrapassado
Quanto sua empresa perde em milhões ao contratar os melhores profissionais porém os fazendo trabalhar em um ambiente ultrapassado?
NEUROARQUITETURASAÚDENR-1
Priscila Bonifácio
6/9/20266 min read


A situação que eu vou descrever a seguir acontece em 98% dos ambientes de trabalho.
Muitas empresas concentram toda a sua força na gestão e nas pessoas. São extremamente seletivas ao escolher seus colaboradores, investem em treinamentos, estão sempre atentas à dinâmica entre a equipe e gestores e tem políticas rígidas contra a sobrecarga de trabalho, metas abusivas e assédio.
Porém, ainda não entendem porque os prazos não são cumpridos, porque perdem tanto tempo com retrabalhos e porque perdem tantos talentos anualmente.
O problema é que elas investem mais no SOFTWARE, que é a inteligência humana por trás da organização, e esquecem de investir no HARDWARE, que é o ambiente físico que possibilita que o software possa desempenhar seu papel.
Segundo levantamentos da Gallup, as empresas gastam o equivalente a 90% com pessoas, e somente 10% com a estrutura física. É como querer rodar o Windows 11 Pro em uma máquina de 1996... pode gastar o que quiser com o sistema operacional, se a estrutura física não for adequada, vai jogar dinheiro fora...
Estética não é a solução...
Muitas pessoas acreditam que basta o ambiente ser minimamente 'bonito'. Em mais de 10 anos de atuação como Arquiteta eu cansei de entrar em ambientes de trabalho que eram impecáveis esteticamente mas que apresentavam riscos ambientais altíssimos.
Faça o seu diagnóstico de risco ambiental gratuitamente clicando aqui.
Além do que já é discutido na segurança do trabalho, NR-1, riscos ocupacionais e psicossociais, há duas matérias totalmente desconhecidas pela maioria das pessoas, até mesmo dos profissionais de arquitetura como eu: a Neuroarquitetura e a Salutogênese.
Vamos falar um pouco sobre elas...
Neuroarquitetura: O espaço te manipula.
Você já entrou em um ambiente que, sem explicação, te fazia sentir muitíssimo bem, relaxado, tranquilo, acolhido, ou até mesmo o contrário, tenso, ansioso, irritado...?
Ou então, você sente quase que uma necessidade de passear por certos corredores no supermercado, mesmo que você não vá comprar nada ali...?
Pois saiba que isso tem explicação científica. Há pouco mais de 20 anos a ciência vem estudado profundamente como o ambiente físico e suas características (layout, iluminação, cores etc) influenciam o nosso comportamento, nossas emoções e o nosso humor. Cientistas tem descoberto como o espaço afeta nosso sistema nervoso, nossa tomada de decisão e as respostas fisiológicas do nosso corpo, afetando a secreção de hormônios, o funcionamento do organismo, entre outros.
O nome dessa nova ciência é chamada de Neuroarquitetura. Mas ela não é tão nova assim... Há muitos e muitos anos atrás, os psicólogos já estudavam, em uma área de pesquisa chamada Psicologia Ambiental, como o ambiente físico nos afetava. Já havia inúmeras pesquisas relacionadas a esse tema, mas o que a neuroarquitetura tem feito recentemente foi comprovar como e quanto o ambiente nos afeta.


Outra área da psicologia chamada comportamentalismo ou behaviorismo também já estudava como as variáveis ambientais interferem na resposta psicológica e física do ser humano. Tanto é que muitas das suas descobertas foram utilizadas na indústria cinematográfica, nos shopping centers e no mercado de varejo.
Sabe aqueles produtos vendidos na fila do caixa de qualquer estabelecimento? Eles não estão ali por acaso...
E a Neuroarquitetura pode ser aplicada em qualquer tipo de projeto, desde residencial (caso você queira criar um lar realmente seguro e acolhedor para você e sua família) até projetos comerciais, corporativos, hospitalares e educacionais.
No ambiente de trabalho, especialmente nos espaços corporativos, a neuroarquitetura usa estratégias para:
Melhorar a concentração
Aumentar a criatividade
Melhorar a comunicação
Reduzir o estresse
Influenciar decisões
Moldar comportamentos


Salutogênese (ou Design Salutogênico)
Enquanto a Neuroarquitetura foca em estratégias que moldar o comportamento das pessoas, a salutogênese aplica soluções que promovem ativamente a saúde e o bem-estar. Ela parte de um estudo que busca compreender a origem da saúde e não das doenças (como ocorre na patogênese), e entender como as pessoas permanecem saudáveis. A partir dessas descobertas, são definidos parâmetros mínimos para serem aplicados aos ambientes.
A salutogênese busca a Homeostase, que é o estado de perfeito equilíbrio e funcionamento do organismo. Ambientes inadequados, por mais bonitos que pareçam, podem afetar esse equilíbrio fazendo o corpo lutar contra si mesmo e contra os estressores ambientais, o que chamamos de Alostase, que é o esforço que o organismo faz para se reequilibrar. O problema é que a Alostase tem um custo biológico alto, pois ela não apenas gasta energia do corpo como desgasta o organismo, gerando uma espécie de 'resíduo tóxico' que reduz a saúde física e mental do indivíduo.
Conceitos-Chave da Salutogênese (segundo seu criador, Aaron Antonovsky):
Oposto à Patogênese: Enquanto a medicina tradicional (patogênese) pergunta "por que a pessoa adoeceu?", a salutogênese pergunta "o que a mantém saudável?".
Senso de Coerência (SOC): É a orientação global que define a capacidade de um indivíduo enfrentar estressores, composto por três pilares:
Compreensibilidade: Entender os eventos da vida como estruturados e previsíveis.
Manejabilidade: Acreditar que os recursos estão disponíveis para lidar com desafios.
Significância: Encontrar sentido emocional e propósito em enfrentar os desafios.
Recursos Gerais de Resistência (RGR): Fatores internos e externos (conhecimento, inteligência, apoio social, dinheiro, tradições) que ajudam a lidar com estressores.
Foco no Indivíduo Total: A abordagem considera fatores físicos, psicossociais e bioquímicos para promover a saúde de forma integral.
Segundo a National Institute of Health a salutogênese precisa ser amparada por dois fatores:
Estilo de Vida: Exercício físico, alimentação saudável e sono adequado funcionam como recursos que fortalecem o indivíduo.
Ambientes Saudáveis: Ambientes de trabalho e de saúde podem ser desenhados para promover bem-estar, não apenas tratar doenças.
Como aplicar essas soluções na minha Organização?
Para começar, é importante reconhecer que todo e qualquer ambiente de trabalho possui riscos ocupacionais. É normal associarmos os riscos somente a ambientes de alta periculosidade, como indústrias, fábricas, canteiros de obra etc. Contudo, os ambientes corporativos também apresentam riscos.
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Como eu disse anteriormente, somente um espaço bonito não é o suficiente para aplicar a Neuroarquitetura e a Salutogênese, pois é necessário um profundo conhecimento dessas áreas para saber quais as soluções e estratégicas precisam ser aplicadas a depender do tipo de ambiente e dos resultados almejados.
É por isso que não adianta contratar um arquiteto qualquer, e sim um arquiteto especialista em Neuroarquitetura e Salutogênese.
Portanto, se você tem interesse de aplicar essas soluções em seu ambiente de trabalho, agende uma Consultoria. Vamos realizar uma auditoria na sua organização, identificar os riscos e propor as soluções e estratégias mais adequadas.
Quem sair primeiro vai economizar mais...
A palavra de ordem do momento é SAÚDE. O mundo todo vai passar por uma revolução na área da saúde, não somente na forma como as doenças são tratadas (com o avanço da Inteligência Artificial) mas também na prevenção das doenças.
Ocorre que, quanto mais essas soluções forem demandadas, mais caras elas vão se tornar. Soluções que agora são muito baratas, como um sistema de iluminação cronobiológica por exemplo (que é apenas uma luminária dimerizável ligada a um sistema de automação), quando esse sistema estiver sendo exigido em massa ele se tornará extremamente caro, levando anos para que o seu preço se estabilize ("se" ele estabilizar...).
Empresas e Órgãos Públicos que começarem a corrida pela saúde nesse momento vão se beneficiar de inúmeras formas:
Evitando Ativos Trabalhistas
Melhorando o desempenho da Equipe
Reduzindo custos gerados por perda ambiental (turnover, absenteísmo etc)
Economizando nas soluções
Reduzindo os valores do reajuste anual do Plano de Saúde
Atraindo e retendo talentos
Destacando-se dos concorrentes


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